Júlio César Ferreira @ 20:56

Sex, 31/07/09

 

Todos nós, vizelenses, vimos já que, nas imagens do nosso S. Bentinho, ele é representado tendo aos seus pés um corvo. Porém, nem todos saberão o porquê

      Um presbítero conhecido de São Bento, obcecado pelas trevas a tal ponto que chegou a enviar de presente ao servo de Deus todo-poderoso um pão envenenado. O homem de Deus o recebeu agradecido, mas não lhe ficou oculta a peste que no pão se ocultava. Ora, acontecia que à hora da refeição costumava vir da floresta próxima um corvo, que recebia pão das mãos de Bento. Quando então chegou como de costume, o homem de Deus lançou diante do corvo o pão envenenado do presbítero, e deu-lhe esta ordem: "Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, toma esse pão e atira-o num lugar tal que não possa ser achado por ninguém". O corvo, então, de bico e asas abertos, começou a esvoaçar e a crocitar em redor do pão como se dissesse claramente que queria obedecer, mas não podia.

 

 No entanto, o homem de Deus ordenava repetidas vezes: "Leva, leva sem medo, e vai jogá-lo onde não possa ser encontrado". Finalmente, depois de hesitar por muito tempo, o corvo tomou o pão no bico e, levando-o, partiu. Ao cabo de três horas voltou sem o pão, que lançara fora, e recebeu das mãos do homem de Deus a ração costumeira.


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Júlio César Ferreira @ 09:59

Qui, 30/07/09

 

São Bento usava com frequência o sinal da cruz. Utilizava como forma de protecção, salvação e afirmação da vida e obra de Jesus. O episódio do cálice envenenado que se quebra ao ser feito o sinal da cruz sobre ele, demonstra isso mesmo. O sinal da cruz era recomendado por ele a todos que estivessem a passar por alguma aflição ou tentação maligna. Uma cruz era o selo dos monges na carta da sua profissão quando não sabiam escrever.

No século XVII, em Nattenberg, na Baviera, algumas mulheres acusadas de bruxaria afirmaram não ter conseguido sucesso em atingir o mosteiro beneditino de Metten. Ao ser investigado o fato, constatou-se que no seu interior estavam marcadas as paredes com diversas cruzes com algumas siglas misteriosas. Após alguns anos e mais pesquisas em bibliotecas só no século XX é que mistério foi desvendado.
 
Medalha de São Bento
Eius in obitu nostro presentia muniamur. “Que a hora de nossa morte, nos proteja Tua presença”.
 
Nas medalhas actuais, frequentemente desaparece a frase que é substituída por: Crux Sancti Patris Benedicti, ou todavia, mais simplesmente, pela inscrição: Sanctus Benedictus.

Explicação do reverso 
 
Em cada um dos quatro lados da cruz:
C. S. P. B. Crux Sancti Patris Benedicti.
Cruz do Santo Pai Bento
 
Na vertical da cruz:
 
C. S. S. M. L.
Crux Sacra Sit Mihi Lux.
Que a Santa Cruz seja minha luz
 
Na horizontal da cruz:
 
N. D. S. M. D.
Non Draco Sit Mihi Dux.
Que o demônio não seja o meu guia
 
Começando pela parte superior, no sentido do relógio:
 
V. R. S.
Vade Retro Satana.
Afasta-te Satanás
 
N. S. M. V.
Nunquam Suade Mihi Vana.
Não me aconselhes coisas vãs
 
S. M. Q. L.
Sunt Mala Quae Libas.
É mau o que me ofereces 
 
I. V. B.
Ipse Venena Bibas.
Bebe tu mesmo teu veneno
 
E a palavra PAX (PAZ) e nas mais antigas IESUS
 
A Oração de São Bento 
 
A Cruz sagrada seja minha Luz               Crux Sacra Sit Mihi Lux
Não seja o Dragão meu guia                   Non Draco Sit Mihi Dux
Retira-te Satanás                                    Vade Retro Sátana
Nunca me aconselhes coisas vãs             Nunquam Suade Mihi Vana
É mal o que tu me ofereces                     Sunt Mala Quae Libas
Bebe tu mesmo do teu veneno                Ipse Venena Bibas
 
 
Rogai por nós bem aventurado São Bento
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

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Júlio César Ferreira @ 09:14

Qua, 29/07/09

 O Patriarca dos Monges do Ocidente, nasceu por volta do ano 480 na província de Núrsia - Itália, era de uma família de alta nobreza e com uma sólida formação familiar cristã, mas renunciou os estudos superiores, escandalizado com a vida imoral que encontrou em RomaS.Bento de Núrsia. Seu lema "ora et labora" ("reza e trabalha"), não perdeu ainda hoje a sua importância e eficácia como desafio e modelo de santidade perfeita. Durante a vida, construiu mosteiros, curou doentes, ressuscitou mortos, enfrentou tiranos e fundou a Ordem Beneditina. Iluminado por tantas graças, Bento tinha o Dom da profecia. Era sua capacidade de anunciar, com indiscutível precisão, acontecimentos futuros. A graça da compunção e o Dom das lágrimas fazia de bento um homem compassivo que orava profundamente.

De sua morte, sabe-se que morreu consciente, pois sabia a hora de sua chamada e, inclusive seis dias antes, mandou preparar o seu túmulo. Doente e com o corpo abatido pelas severas penitências, dirigiu-se à Celebração Eucarística, comungou e, morreu de pé, sustentado por seus discípulos (isso por volta do ano 547). Mesmo depois de morto ainda realizou, por meio de seus filhos espirituais, uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, Pai da Europa.
São Bento servia-se do sinal da cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí, veio o costume muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

 


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Júlio César Ferreira @ 21:08

Seg, 27/07/09

Na revista Arqueologia, a historiadora e arqueó­loga. Dra. Maria de Fátima Coelho e Sousa, num trabalho intitulado: Estações e Monumentos no Monte de S. Bento das Peras, publicou vários ensaios, dando a conhecer os vestígios arqueológicos que encon­trara no Monte de S. Bento, aquando diversas visitas de trabalho e estudo, referindo nomeadamente: um monumento megalí­tico, abrigos sob rocha, arado neolítico e punhal metálico.

 
Um monumento megalítico, como o seu nome indica, é um monu­mento pré-histórico, construído com enormes pedras. Segundo pensamos saber, trata-se de um dólmen, do vocabulário bretão, que significa mesa de pedra.
Estes monumentos, eram geralmente constituídos por grandes pedras em prumo, de número variável, sobre os quais assentava uma pedra maior, a mesa. O conjunto dos esteios deli­mita um espaço, a câmara, O dólmen tem também a designação popu­lar de anta e quando coberto de terra, formando um montículo, toma a designação de mamoa. Os dólmens serviam geralmente de sepulturas.
Vejamos agora a descrição do dólmen do Monte de São Bento, na linguagem rigorosa e técnica da investigadora "Mamoa elíptica com o diâmetro maior de 12 metros e 40 centímetros no sentido oeste-noroeste leste sudeste e o diâmetro menor de 10 metros e 20 centíme­tros. Na parte central, fica o dólmen ou cista megalítica, constituída por uma câmara rectangular delimitada pêlos seguintes elementos; a oeste-noroeste, um esteio, peça única, de granito local, porfiróide, trapezoidal, (com 1 metro e trinta de base, 1 e 20 de altura e 18 centíme­tros em média de espessura), ambos in situ; a sul-sudoeste, parede com dois blocos desiguais do mesmo granito, ambos in situ, medindo o maior dois metros e 25 de base por i e 10 de altura e cerca de 20 centímetros de espessura e o menor com base de 50 centímetros, altura de 1 metro; e espessura média de 13 centímetros; do lado nor-nordeste há duas lajes do mesmo material lítico, tombadas, medindo uma 1,70 por 0,20 m, e achando-se a outra semienterrada: o lado que falta, ao oposto indi­cado primeiramente, não apresenta estruturas líticas, sem dúvida que foram daí retiradas; terra saibrosa.
A câmara é rectangular com cerca de dois metros e oitenta de com­primento por 1 e 3o de largura. Não há sinais de corredor, nem ves­tígios de gravuras ou pinturas ou de outras particularidades dignas de nota. Consta que a mesa foi retirada, há muitos anos, para dela se fazer uma lareira na casa de uma quinta.
A mamoa esta levemente desenhada no terreno por um tumultus de cerca de 6o centímetros de altura máxima; assim se infere que a estru­tura lítica foi propositadamente assente em fosso aberto para o efeito, Uma escavação científica e completa poderá confirmar esta inferência e trazer revelações, visto que a mamoa está quase intacta e, na câmara, ainda subsistem estratos selados".
Quanto aos abrigos e labirintos naturais sob rocha, a citada inves­tigadora afirma que a constituição geológica do Monte permite o seu aparecimento.
Pelo que diz respeito ao arado neolítico (?) é um objecto de pedra polida, em granito de grão fino, diferente do que se encontra nas ro­chas do Monte e com polimento não explicável por factores naturais. O punhal é um instrumento metálico, de cobre, que se descobriu com a construção da Capela Nova e apresenta características que fazem dele um objecto invulgar, por não se encontrarem similares completos, mas apenas aproximações e datará possivelmente de uma fase antiga da Idade do Bronze.
 
Com as obras, ainda em curso, será de todo interesse que a Cista Megalítica, seja estudada e protegida, por estudiosos, preservando o único achado arqueológico que ainda se encontra visível.
 
In. "das Margens do Vizela – Memórias",  Dra. Maria José Pacheco (Adaptação Livre)

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Júlio César Ferreira @ 18:42

Dom, 26/07/09

Segundo o ilustre investigador Padre de Jesus Avelino da Costa, o culto de São Bento, no Vale do Vizela, é antiquíssimo, anterior a 1192, uma vez que, na referida data, São Bento já tinha dado o nome ao Monte: "subtus monte de Sancto Benedícto, discurrente flumen Avizella".

A devoção a São Bento prende-se com a Reconquista Cristã, durante a qual os monges fixaram as populações à terra, ensinando -lhes técnicas agrícolas. Surgiu, por isso, na Idade Média, o seu culto no cimo do Monte sobranceiro ao Vizela.
Em Itália, onde nascera S. Bento, o nome do San­to era venerado no alto dos montes (Subiaco e Monte Cassino), que do­minavam vales fertilíssimos, sulcados por rios sinuosos. Nas Terras de Vizela, também o culto a São Bento foi intenso, levantando-se em sua Honra, o Mosteiro Beneditino de Pombeiro, em 1096, falando-se ainda da existência de um convento em Tagilde que devia ser consagrado a São Bento.
Quanto à data da construção da ermida, onde todos gostam de se recolher a pedir aquela graça especial, o Abade de Tagilde, João Gomes de Oliveira, diz que deve ter sido construída antes do Século XVÏ, tendo sofrido ao longo do tempo, diversas obras de restauro. Depois, São Bento sempre procurou unir e conciliar os desavindos, razão pela qual a sua capelinha é meeira, situada na linha divisória de S. Miguel das Caldas e de Tagilde, pertencendo a sua jurisdição aos párocos das duas Fregue­sias e, assim, acabou um conflito que se gerara pela posse da capela de S. Simão, que ficava nas fraldas do Monte de São Bento, no lugar de Montesinhos, segundo reza um documento antigo, existente na Torre do Tombo.
É que São Bento, diz o povo, nunca falta aos que nele confiam e, por isso, durante muitos anos lia-se no tecto da capelinha uma inscrição, em Latim, que implorava os favores do Santo: "Tu. Bento, podes dar saúde a todos; protege os que vêm à tua santa morada". E muitos eram os que subiam ao Monte que lá, no cimo, estava adornado com grandes pedras, o que leva alguns estudiosos a afirmar que a elas se deve a de­signação de São Bento das Pêras. Criara-se o hábito de oferecer a São Bento oferendas com a cor branca: flores, frangos e até sal. Existiam ainda outras promessas que eram muito apreciadas: os se­rões, em que seis ou nove raparigas subiam ao Monte a entoar loas em honra do Santo e cantavam:
 
"S. Bentinho milagroso,
A tua capela cheira,
Cheira a cravos e a rosas
E à flor da laranjeira."
 
E porque se começou a sentir, a pequenez da capelinha Velha, em 1965, deu-se início à construção de um templo com maiores proporções que seria inaugurada em 1970. E há sempre crentes para ambas as capelas, porque o acrisolado amor e devoção por S. Bento das gentes do Vale do Vizela, enche de fé aquele espaço sagrado.

 In. "das Margens do Vizela – Memórias",  Dra. Maria José Pacheco (Adaptação Livre)

 

 


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Júlio César Ferreira @ 10:33

Dom, 26/07/09

 

 

(...) há nesta freguesia (S.Miguel das Caldas) uma capela pública de S. Bento no alto do monte do mesmo nome, a nascente e montante da igreja, com um soberbo e largo panorama.

Esta capela é meeira com Tagilde e celebram-se aqui duas romarias: uma no dia de Páscoa, outra a 11 de Julho, chamada S. Bento das Peras(...)

 

in. Portugal Antigo e Moderno - Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal - Lisboa - 1873

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Num dos locais mais carismáticos e queridos de toda esta imensa região, fica este altaneiro e granítico monte, sobranceiro a Vizela, donde se avistam as paisagens deslumbrantes do Vale do Vizela e, "até o mar em dias limpi
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