Júlio César Ferreira @ 16:47

Sab, 29/08/09

Deixei propositadamente para o fim desta série de artigos sobre o cancioneiro de S. Bento, uma quadra que se cantou até 1998 aC (antes do Concelho).

 
É que, como nos diz a Dra. Maria José Pacheco, na obra anteriormente referida, em 1914, quando se esperava a aprovação de um projecto de lei de criação do Concelho, a romaria de S. Bento, revestiu-se de um entusiasmo e brilho invulgares, como consta das crónicas do tempo”
 
Por isso, mais adiante, diz: “ Quando for o povo de Vizela a dispor daquilo que lhe pertence, é natural que o dia do seu santo Padroeiro seja escolhido para feriado municipal (…) para já, resta-nos continuar a implorar cada vez com mais convicção”:
 
S. Bentinho, S. Bentinho
Nosso santo tão amado
Dá-nos o nosso Concelho
E terás o teu feriado
 
……………………………………………………………………………………………………………………………..
 
Passaram-se já 11 anos desde a criação do Concelho de Vizela e se, ainda não temos o Feriado Municipal no dia 11 de Julho, foi porque em determinada altura, numa resolução à revelia da grande maioria do povo do Vale do Vizela, se fez tábua rasa das suas vontades.
 
Porém e porque estamos em tempo de mudança, bom seria que a esta quadra fosse cumprida.

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Júlio César Ferreira @ 10:09

Qui, 27/08/09

Este belissimo canto, do qual desconheço o seu autor, vem publicado na targeta desdobrável, que a Confraria de S. Bento das Peras põe à disposição dos peregrinos nas duas Capelas dedicadas ao Padroeiro da Europa.

 
 
Patriarca d’alma bela
S. Bento amado de Deus
Toda a gente de Vizela
Confia nos rogos teus
Confia nos rogos teus
 
Aqui vem Vizela inteira
Com sua alma a sangrar
É fervorosa romeira
Em redor do teu altar

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Júlio César Ferreira @ 09:39

Ter, 25/08/09

Canções sobre S. Bento, integradas no CD "Melodias de Vizela" que o Grupo Vizela a Cantar publicou em 2002:
  
O PASSEIO DE S. BENTO
 
Era noite de luar
S. Bento veio à cidade
Na Praça se quedou serenamente
E Sentou-se junto à Bica d’Água Quente
 
Na Bica molhou a mão
O lugar abençoou
E com imensa alegria
P’ra outro sítio abalou
 
Andou pelo jardim a passear
Pousando nas flores um santo olhar
E viu que a figura de Vizela
Sorria para si, esbelta e bela
 
Á figura então chegou-se
Sentindo o rosto corar
E na face da romana
Pôs um beijo sem pecar
           
E depois subiu o monte
Prateado pelo luar
Pensando no beijo que pusera
No rosto de Vizela sem pecar
 
E então se decidiu
Que em noites de luar
Descia o monte e viria
A Vizela…passear
 
Letra de João Madureira
Musico e poeta



Júlio César Ferreira @ 10:36

Dom, 23/08/09

Canções sobre S. Bento, integradas no CD "Melodias de Vizela" que o Grupo Vizela a Cantar publicou em 2002:

 

NO ALTO DO MONTE AGRESTE
 
No alto do monte agreste
Junto do azul celeste
Está S. Bento alcandorado
Dentro da sua capela
Roga a Deus só por Vizela
O seu povo bem amado
 
Oh! S. Bento
Padroeiro de Vizela
Entraste no nosso peito
Como o sol pela janela
Oh! S. Bento
Da capelinha alvejante
Faz que a minha bem amada
Sempre me seja constante
 
Se Vizela é tão formosa
Como o lírio como a rosa
Tem S. Bento bem guardado
Dentro da sua capela
Roga a Deus só por Vizela
O seu povo bem amado
 
Oh! S. Bento
Padroeiro de Vizela
Entraste no nosso peito
Como o sol pela janela
Oh! S. Bento
Da capelinha alvejante
Faz que a minha bem amada
Sempre me seja constante
 
Francisco Armindo Pereira da Costa
Professor, Ensaísta e Historiador
Fundador do Semanário “Notícias de Vizela

 




Júlio César Ferreira @ 20:14

Qui, 20/08/09

 

S. Bentinho milagroso
Nós lá vamos com serão
Vamos te agradecer
Por sarar o meu irmão
 

S. Bentinho milagroso
Nós, para vossa casa imos
Satisfazer a promessa
Q’inda a pouco te pedimos
 

 

S. Bentinho milagroso
Teu caminho pedras tem
Se tivesse mais alguma
Não passava aqui ninguém
 
S. Bentinho milagroso
Seu altar de cravos brancos
Onde o padre diz a missa
Domingos e dias santos
 
S. Bentinho milagroso
Nós estamos a chegar
Deite-nos a sua bênção
Lá de cima do altar
 
S. Bentinho milagroso
Dê a mão à costureirinha
Sou rapariga nova
Venho muito cansadinha
 
S. Bentinho milagroso
Dei-te a mão pela janela
Eu já venho cansadinha
De subir a tua serra
 
S. Bentinho milagroso
Deita fitas a voar
Deita uma deita duas
Todas vão cair ao mar
 
S. Bentinho milagroso
Deita contas ao terreiro
Deita uma deita duas
Deita o rosário inteiro
 
S. Bentinho milagroso
Grande milagre fizeste
Saras-te o meu irmão
Ò que alegria lhe deste
 
S. Bentinho milagroso
Tem uma oliveira à porta
Eu pedi-a ele deu-ma
Plantei-a na minha horta
 
S. Bentinho milagroso
Padroeiro de Vizela
Vieste para nosso meio
Para engrandecer nossa terra
 
S. Bentinho milagroso
De Tagilde és tu também
Abençoa-nos pela janela
Que nos fará muito bem
 
 
Estas quadras eram cantadas por cinco meninas que eram o serão ou por nove que era uma novena (Eva Vaz)
 
Quadras recolhidas por:
Maria Eva Pereira Vaz
Tagilde - Vizela



Júlio César Ferreira @ 00:20

Qua, 19/08/09

Como se disse anteriormente, o objectivo destes artigos  prende-se com a necessidade de fazer a recolha do cancioneiro popular em honra de S. Bento.

 Bom seria que os serões e as novenas voltassem a alegrar o monte santo...

 

 

S. Bentinho milagroso

Nós vimos dar-te o bom dia

Vimos cumprir a promessa

Que fizemos no outro dia

 

S. Bentinho milagroso

De casa estamos a sair

Vem, sobe a um penedo

Para a cantar nos ouvir

 

S. Bentinho milagroso

Vem cá abaixo e dá-me a mão

Eu sou muito pequenina

E sofro do Coração

 

S. Bentinho milagroso

Teu caminho, pedras tem

Se não fossem os milagres

Não viria cá ninguém

 

S. Bentinho milagroso

Tem uma oliveira à porta

Se S. Bentinho ma desse

Plantava-a à minha porta

 

S. Bentinho milagroso

Diz que sim, que sim, que sim

Que me há-de dar um cravo

Dos melhores do seu jardim

 

S. Bentinho milagroso

Tens aqui o meu serão

Que eu tinha prometido

Por curar o meu irmão

 

S. Bentinho milagroso

Minha vida é um tormento

Se não fossem os milagres

Não viria perder tempo

 

S. Bentinho milagroso

Muita gente vem cá a pé

Ajuda-os com a tua bênção

Para não perderem a fé

 

S. Bentinho milagroso

É padroeiro da Europa

Sempre foi fiel a Deus

A fé, por nada se troca

 

S. Bentinho milagroso

A tua capela cheira

Cheira a cravos, cheira a rosas,

Cheira a flor de laranjeira

 

S. Bentinho milagroso

Teu altar de cravos brancos

Aonde o Padre diz a missa

Domingos e Dias Santos

 

S. Bentinho milagroso

Tem um anel no dedo

Que lhe deram os anjinhos

No dia do seu enterro

 

S. Bentinho milagroso

Tem uma fita amarela

Foi posta em sua honra

Pelas meninas de Vizela

 

S. Bentinho milagroso

Com sua capela asseada

Asseada a cravos brancos

Pelas meninas de Lousada

 

S. Bentinho milagroso

Já não somos as primeiras

Nós vimos de muito longe

Vimos da cidade de Felgueiras

 

S. Bentinho milagroso

Já me perdi no caminho

Eu venho de muito longe

Eu venho de Vilarinho

 

S. Bentinho milagroso

Nós cá estamos a chegar

Dá-nos a tua bênção

 Lá de cima do Altar

 

 

S. Bentinho milagroso  

Ao redor de ti andei

Tantos anjos me acompanham

Como as passadas que dei

 

S. Bentinho milagroso  

Padroeiro de Vizela

Entraste no nosso peito

Como o sol pela janela

 

S. Bentinho milagroso  

Teu caminho tem areias

Eu já rompi os sapatos

Não quero romper as meias

 

S. Bentinho milagroso

Prometi e hei-de dar

Uma camisinha branca

Que bem lhe vai ficar

 

S. Bentinho milagroso

Com sua camisa branca

Corada no coradouro

Lavada na fonte santa

 

S. Bentinho milagroso

Tem um livro de vidro

Para anotar as promessas

Que lhe temos prometido

 

S. Bentinho milagroso

Deita fitas pelo ar

Deita uma, deita duas

Elas vão cair ao mar

 

S. Bentinho milagroso

Deita contas ao terreiro

Deita uma, deita duas

Deita um rosário inteiro

 

S. Bentinho milagroso

Estar aqui é uma alegria

O espaço está bonito

Obrigado à Confraria


Quadras recolhidas por:

José Freitas Ribeiro

Rua de S. Bento, 533

S. Miguel das Caldas - Vizela




Júlio César Ferreira @ 20:06

Seg, 17/08/09

O objectivo dos próximos artigos aqui colocados, prende-se com a extrema necessidade de fazer a recolha de todo o cancioneiro popular em honra de S. Bento, assim como outras quadras e poemas diversos.

Era hábito (que infelizmente se foi perdendo) há algum tempo atrás, fazer os serões ou as novenas, em que grupos de seis ou nove raparigas (e rapazes!) subiam o monte a entoar loas ao S. Bento, como nos diz Maria Eva Vaz, de Tagilde ou a Dra. Maria José Pacheco, no seu mais recente livro “das Margens do Vizela – Memórias”.
 
Como veremos, nos próximos artigos, muitas das quadras repetem-se de pessoa para pessoa ou de região para região, embora havendo entre elas algumas pequenas diferenças, que devem ser realçadas e difundidas.
Assim, irei fazer alguns artigos com várias quadras oriundas de diferentes autores, salvaguardando sempre a sua autoria:
 Imagem que se venera na Capela Velha

Ó S. Bento milagroso,

Nós cá vimos a chegar.

Deitai-nos a vossa bênção

Lá de cima do altar!

 

Ó S. Bento milagroso,           

Eu aqui vos venho ver.

Por me dardes a saúde
Quando eu estava a morrer

 

S. Bentinho milagroso

Deita as pombas a voar

Deita uma deita duas

Que elas vão cair ao mar

 

S. Bentinho milagroso

Bem cá baixo e dá-me a mão

Que eu sou muito pequenina

E abafo do coração

 

S. Bentinho milagroso

A tua capela cheira

Cheira a cravos, cheira a rosas

E à flor da laranjeira

                                                                                                                                     

 Quadras recolhidos por:

 Fernanda Costa                                                                    

S. João das Caldas - Vizela




Júlio César Ferreira @ 18:48

Sab, 15/08/09

O culto de S. Bento fornece-nos um caso paradigmático da reli­gião católica onde, à luz da antropologia, é fácil verificar o distanciamento entre religião oficial, controlada e fiscalizadora, e religião popular, espontânea e anómica.

A religiosidade popular, por vezes bastante ambígua pois dirigindo-se às forças misteriosas quer do bem quer do mal, é fundamentalmente interesseira, epidérmica, sem teorias, sempre baseada no automatismo psíquico e corporal e em mecanismos lógicos inconscientes.
 
Vejamos, então, como funciona o culto popular de S. Bento.
 
A religião católica oficial, através do culto litúrgico, honra S. Bento com duas festas: a 21 de Março, festa do Trânsito, isto é, da morte de S. Bento — é o S. Bento da Primavera ou do cuco, como diz o povo; â 11 de Julho, festa da Solenidade ou patrocínio, isto é, da Trasladação das Relíquias, agora o S. Bento, Padroeiro da Europa, — e que é o S. Bento do Verão ou das Pêras (pedras) como diz o mesmo povo.
O culto de S. Bento, além das festas litúrgicas, caracteriza-se pelas romarias e promessas, maneira religiosa de «pagar» ou satisfazer as promessas nos lugares onde é, popularmente, venerado e não propriamente nos mosteiros: S. Bento da Porta Aberta, Geres; S. Bento da Porta Aberta, Cossourado — Paredes de Coura; S. Bento do Ermelo, Soajo; S. Bento do Cando, Gavieira — Arcos de Valdevez; S. Bento de Fiães — Melgaço; S. Bento de Seixas, Caminha; S, Bento de Vairão, Vila do Conde; S. Bento da Várzea, Barcelos; S. Bento do Hospital, Braga; S. Bento de Donim (antigo Couto de Tibães), Póvoa de Lanhoso; S. Bento de Santo Tirso; S. Bento de Abadim, Fafe; S. Bento das Pêras, Vizela; S. Bento das Pêras, Rio Tinto; S. Bento em S. Cosme do Vale, V. N. de Famalicão.
Quanto às promessas, há a salientar o, cada vez mais raro, costume dos romeiros, agrupamentos de pessoas que, a cantar versos gratulatórios, acompanham algum miraculado à capela onde, com vestes de promessa, vai agradecer ao santo:
 
«O S. Bento milagroso,
 nós cá vimos a chegar.
 Botai-nos a vossa bênção
 Lá de riba do altar!
 
Ó S. Bento milagroso,           
Eu aqui vos venho ver.
Por me dardes a saúde
Quando eu estava a morrer»
 
As ofertas a S. Bento devem ser de coisas brancas, ovos, açúcar, sal, farinha, moedas brancas (prata), e cravos, quando se trata de verrugas ou cravos. No alto do monte de São Bento das Pêras (Pedras), sobranceiro a Vizela, e cujo documento mais antigo com o nome de «Monte de S. Bento» — Mons de Sancto Benedicto — remonta a l 195, ainda encontramos o costume de, por promessa, se caiar de branco os pene­dos que, como quistos graníticos, circundam a Capela do milagroso S. Bento.
É, portanto, um santo milagreiro, especialmente invocado, por razões terapêuticas, para curar doenças da pele e males ruins.
Mas S. Bento é santo mesmo e também particular advogado da convivência pacífica entre vizinhos. Daí a razão porque, à noite, sobre­tudo no Entre Douro e Minho, as mães de tradição mais devota, acres­centam, no fim das rezas em família, a jaculatória popular: «São Ben­tinho milagroso nos livre das coisas ruins, dos males desconhecidos e dos maus vizinhos da porta!»
 
In.O Culto Popular de S. Bento, de Geraldo J. A. Coelho Dias
Pode ver AQUI o texto completo

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Júlio César Ferreira @ 09:50

Qui, 13/08/09

Fazer a história de S. Bento, sem incluir os milagres que lhe são atribuídos, as orações que milhões de pessoas lhe rezam ou seu cancioneiro, seria sempre uma história incompleta.

 

Os 38 pequenos capítulos do Segundo Livro dos Diálogos (São Gregório I, (c. 54012 de Março de 604) foi Papa de 3 de Setembro de 590 até a data da sua morte. Era monge beneditino) contêm vários episódios da vida e dos milagres de São Bento. Alguns capítulos falam da sua habilidade em ler o pensamento das pessoas, outros, dos seus feitos miraculosos, como, por exemplo, fazer brotar água da rocha, um discípulo andar sobre a água, e um jarro de óleo nunca se esgotar. As histórias de milagres fazem eco aos acontecimentos da vida de certos profetas de Israel, e também da vida de Jesus. A mensagem é clara: a santidade de Bento é como a dos santos e profetas de antigamente, e Deus não abandonou o seu povo, mas continua a abençoá-lo com homens santos.


O milagre relatado abaixo, foi escrito por São Gregório I – O Magno, no livro “
Vida e Milagres de São Bento”.
 
ÁGUA QUE BROTOU DE UMA PEDRA NO ALTO DO MONTE.
 

Dos mosteiros que Bento edificara na mesma região, três ficavam em cima de rochedos da montanha. Era, por isto, muito penoso aos irmãos descer sempre ao lago para buscar água, tanto mais que o declive do monte constituía grave perigo para todos aqueles que, cheios de medo, por ele desciam.
Reuniram-se, então, os irmãos desses três mosteiros, e foram ter com o servo de Deus,
Bento, dizendo: “É-nos custoso ir todos os dias ao lago buscar água, e por isto é necessário mudar de lugar os nossos mosteiros”. Bento os consolou com brandura e despediu.
Na mesma noite, subiu ao rochedo do monte, e ali orou por muito tempo. Acabada a oração, colocou no mesmo local três pedras como sinal e, sem que os outros percebessem qualquer coisa, voltou ao seu mosteiro.
No dia seguinte, quando os monges voltaram à sua presença para tratar das dificuldades da água, disse-lhes: “Ide, e cavai um pouco o rochedo no sítio em que achardes três pedras sobrepostas; Deus Todo-Poderoso é capaz de fazer brotar água até naquele cume de montanha, para vos poupar o cansaço de tão grande caminhada”. Ao chegarem à pedra do monte indicada por

Bento, encontraram-na já gotejante. E, logo que fizeram uma cova, esta logo se encheu de água, que brotou com tanta abundância que ainda hoje corre em quantidade, e serpenteia desde o pico até as faldas da serra.”

 


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Júlio César Ferreira @ 19:07

Dom, 09/08/09

Fazer a história de S. Bento, sem incluir os milagres que lhe são atribuídos, as orações que milhões de pessoas lhe rezam ou seu cancioneiro, seria sempre uma história incompleta.

 

ORAÇÃO DA CRUZ

 
(sinal da cruz) No nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 
Cruz do Santo Pai Bento.
 
Cruz santa, seja minha luz e nunca seja o demónio o meu comandante.
Vai embora, satanás; nunca me convencerás pelas coisas vãs; as bebidas que me ofereces são más, bebes tu mesmo o teu veneno.
 
(sinal da cruz) No nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 
ORAÇÃO PARA OBTER GRAÇA (I)
 
Oh! Bom Jesus, verdadeiro Filho de Deus e de Maria Virgem, que com tua Paixão e Morte nos liberou da escravidão do demónio, e mediante os prodígios da Cruz glorificou o teu servo Bento concedendo-lhe um poder ilimitado sobre a o poder do inferno, concede-nos, suplicamos, mediante a intercessão deste Santo, a vitória na luta assídua que mantemos, não somente contra o demónio, nosso principal inimigo, mas também contra as perversas doutrinas e os exemplos de vida escandalosa, especialmente com o falar obsceno e com o vestir imodesto, com os quais os homens de má vontade procuram nos danificar na alma e no corpo.
S. Bento, nosso especial protector, reza por nós e pede a Jesus as graças especiais necessárias à nossa alma e ao corpo.
  – Pai nosso, Ave Maria, Glória
 
ORAÇÃO DE CONFIANÇA A SÃO BENTO  
 
Oh! Santo Pai Bento, ajuda aqueles que te procuram: acolhe-me na tua protecção; defendei-me da tudo aquilo que insídia a minha vida; dá-me a graça do arrependimento de coração e da verdadeira conversão para reparar as culpas cometidas, louvar e glorificar Deus todos os dias da minha vida. Homem segundo o coração de Deus recorda-te de mim para com o Altíssimo porque, perdoados os meus pecados, me faça estável no bem; não permita que me separe Dele, acolhe - me no coro dos eleitos, junto de ti e de todos os santos que te seguiram na eterna beatitude. Deus omnipotente e eterno, pelos méritos e exemplos de S. Bento, da sua irmã virgem Escolástica e de todos os santos monges renova em mim o teu Santo Espírito; dai-me força no combate contra as seduções do mal, paciência nas tribulações da vida, prudência nos perigos. Aumenta em mim o amor à castidade, o desejo da pobreza, o ardor na obediência, a humilde fidelidade na observação da vida cristã. Confortado por ti e ajudado pela caridade dos irmãos, possa eu servir-te alegremente e alcançar vitorioso à pátria celeste junto com todos os santos. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.
 

 

ORAÇÃO DE S. BENTO PARA OBTER GRAÇA (II)

 

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça.....................que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.


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Júlio César Ferreira @ 09:13

Sex, 07/08/09

A REGRA DE S. BENTO, é composta de 73 capítulos e porque seria fastidioso publicar toda a REGRA, publico somente o prologo, remetendo os interessados para AQUI

  

 


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Júlio César Ferreira @ 09:51

Qua, 05/08/09

 

Trata-se de um texto escrito por S. Bento (c. 480 - c. 547) no fim da sua vida, composto a partir de 530. Hoje, admite-se que Bento de Núrsia utilizou uma regra anónima ligeiramente anterior, a Regula Magistri (ou "Regra do Mestre"), cuja redacção se deve situar entre 500 e 530.
"Monumento de vastas proporções, de arquitectura sólida", a Regra de S. Bento coloca um abade à cabeça de cada mosteiro (abade deriva do siríaco apa , pai, cuja helenização deu abbas , assim passando ao latim). Se a "Regra do Mestre" determina que o abade deve ser designado pelo predecessor, a Regra de S. Bento prevê a sua eleição pela comunidade, à cabeça da qual será colocado. O abade, segundo S. Bento, deverá amar os seus monges como seus filhos e fazer-se amar por eles.
Rigorosa e exigente no que concerne à disciplina e ao respeito, estrita quanto ao cumprimento do ofício divino, esta Regra distingue-se, todavia, pelo seu carácter humano, fonte de misericórdia e de harmonia. Introduz, igualmente, uma mudança decisiva: as comunidades monásticas, até então a maior parte delas laicas, são a partir de S. Bento compostas de sacerdotes e irmãos leigos.
Nascida das experiências quotidianas da vida comunitária, não seguindo um plano lógico estrito, mas distinguindo-se por um sentido de precisão que atinge os mais pequenos detalhes, serviu de base a todas as regras e textos normativos posteriores.
A princípio com limitada influência, a Regra começou a ser largamente difundida na época carolíngia, com Bento de Aniana, graças à autoridade na Igreja de Gregório, "o Grande", que confere um lugar de destaque a S. Bento e à sua época. Torna-se mesmo, na época românica, o documento fundamental da vida monástica, servindo de modelo a um grande número de novas ordens que a adoptam ou nela se inspiram. A acção dos beneditinos (como dos cistercienses, também seguidores da Regra de S. Bento) alterará profundamente a Europa Ocidental e medieval em todos os seus domínios, fazendo com que S. Bento seja considerado o "Pai da Europa", o fundador do ideal europeu. Por outro lado, a Regra de S. Bento unificará e revitalizará o monaquismo ocidental, visto estar melhor adaptada aos novos tempos e aos monges da Europa Atlântica.


Em Portugal, entra com carácter definitivo e de forma clara depois do Concílio Coiança (Castela), em 1020.
A Regra de S. Bento foi o melhor sustentáculo da Igreja Medieval primitiva. Rompendo com o ascetismo intransigente do monaquismo oriental, instituiu uma vida comunitária rigorosa, mas razoável e equilibrada. Os seus vectores fundamentais são a humildade, a pobreza, a obediência ao Padre Abade e o respeito pela liturgia. Seis séculos depois da morte de S. Bento ainda não existia outra regra monástica no Ocidente. Tinha já fornecido 20 papas e inúmeros missionários. O ensino nas abadias beneditinas nos períodos agitados era o único sistema de formação de homens cultos e de administradores, cada vez mais confrontados com formas de governos mais complexas.
Esta Regra ainda hoje se mantém viva em milhares de mosteiros no mundo inteiro.

 

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Júlio César Ferreira @ 09:22

Seg, 03/08/09

Havia um mosteiro cujo abade havia falecido, e a comunidade dirigiu-se ao venerável Bento, rogando-lhe todos os monges insistentemente que os dirigisse. Ele negou-se durante muito tempo, dizendo-lhes antemão que seu modo de proceder não se ajustaria ao daqueles irmãos; mas, vencido afinal por suas insistentes súplicas, acabou por consentir.

Impôs então àquele mosteiro a observância da vida regular, não permitindo a ninguém desviar-se ou viver como antes. Os irmãos daquele mosteiro, irritados com tanta severidade, começaram por se recriminar terem-lhe pedido que os governasse, pois sua vida "torta" estava em conflito com aquele modelo de rectidão. Dando-se conta de que sob o governo de Bento não mais lhes seriam permitidas coisas ilícitas, e doendo-se por terem que renunciar a seus antigos costumes, pareceu-lhes duro, por outro lado, verem-se obrigados a adoptar costumes novos com seu espírito envelhecido; por tudo isso, e também porque aos depravados a vida dos bons parece algo intolerável, tramaram matá-lo. E depois de decidi-lo em conselho, puseram veneno no seu vinho.

Quando foi apresentada ao abade, ao sentar-se à mesa, a taça de cristal que continha a bebida envenenada para que, segundo o costume do mosteiro, a abençoasse, Bento, levantando a mão, fez o sinal da Cruz e com ele se quebrou a taça que ainda estava a certa distância; e de tal modo se rompeu aquela taça de morte que mais parecia que, em lugar da Cruz, fora uma pedra que a atingira. Compreendeu logo o homem de Deus que continha uma bebida de morte a taça que não podia suportar o sinal da vida. Depois disso, relembrou aos monges o que tinha dito a respeito de suas regras severas que não se adaptariam a eles, e deixou este mosteiro


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Num dos locais mais carismáticos e queridos de toda esta imensa região, fica este altaneiro e granítico monte, sobranceiro a Vizela, donde se avistam as paisagens deslumbrantes do Vale do Vizela e, "até o mar em dias limpi
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